quarta-feira, 7 de junho de 2017

POEMAS


O BRILHO DO AMOR
Na estrada da vida, nessa estrada,
não há nada mais belo e sedutor
do que vê duas almas apaixonadas,
rendendo-se ao encanto de uma flor.
Na estrada da vida, nessa estrada,
não há brilho mais belo, no esplendor,
do que o brilho dos olhos de uma amada
quando fita, de longe, o seu amor!...
Que importa se a noite faz-se escura
se o brilho do amor sempre perdura,
iluminando a vida qual farol?...
Pois o brilho do amor é como a lua
que, à noite, ilumina o campo, a rua,
e , de dia, ele é como a luz do sol!...

PROCURE AMAR ALGUÉM

Nunca diga “eu te amo”
Sem amar alguém de verdade.
Não cometa tal sacrilégio!
Não pense que estás enganando
O destinatário de tão sublime
Confissão de amor.
Estás enganando é a si mesmo,
Porque por mais que se engane,
Não se engana para sempre;
Mais cedo ou mais tarde
A verdadeira intenção virá à luz
E você será descartado
Como um lixo desprezível.
Procure encontrar seu verdadeiro amor,
Procure amar com toda dedicação,
Com toda devoção de sua alma,
E guarde todos “eu te amo”
Para falar, baixinho, à seu ouvido,
Nos momentos mais intensos
De ternura e de carinho.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A INGRATIDÃO DA HUMANIDADE


A ingratidão, meu Deus, esta pantera
Que habita o coração da humanidade,
Ignorando o amor e tua bondade,
Chamando-te até mesmo de quimera!

A ingratidão, meu Deus, no mundo impera;
Fazer o bem parece iniquidade!
O agradecimento é leviandade,
Sempre da parte de quem não se espera!...

Quantas vezes, meu Deus, homens ingratos,
Após comerem pão cospem nos pratos,
Jamais agradecendo o que fizestes!...

E se lhes pede comida, um faminto,
Ignoram o pobre no recinto,
Negando repartir do que lhes destes!... 


Antonio Costta

SONETOS


Minha coletânea de sonetos preferidos, com alguns inéditos e outros escritos 
durante minha trajetória literária, já está disponível no Clube de Autores.

É só clicar neste link para conferir:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

TROVAS PILARENSES



Meus pés 'stão sujos de terra
E minhas mãos — terra tem;
Do Pilar que tanto amo
E que não nego a ninguém!

***

Faço um verso, de repente,
De repente faço um verso;
Só pra cantar minha gente,
Meu torrão, meu universo!

***

Minha pequena gigante,
Minha terra tão querida,
cantar-te-ei cada instante
como amor da minha vida!

***

Minha terra é pequenina,
Mas encanta o mundo inteiro,
Pois Pilar, em prosa e rima,
Honra o solo brasileiro!

***

Quem nunca escreveu um verso
Em Pilar fica inspirado,
Contemplando o universo
De Zé Lins, com seu passado.

***

Mesmo que incompreendido,
E mesmo que ignorado,
Nada recua o que sinto
Pelo meu torrão amado!

***

Minha terra não tem culpa
Da humana ingratidão;
Minha terra é minha terra,
As pessoas vêm e vão.

***

Não trouxe um pouco de terra
Da minha terra pra mim,
Mas no meu peito se encerra
Pilar inteira, sem fim!

***

Ah como eu queria está,
No próximo fim de semana,
Na feirinha do Pilar
Tomando um caldo de cana!

***

Pilar terra abençoada,
Melhor recanto do mundo!
É minha terra encantada
Que não esqueço um segundo.

***

Tem poetas, escritores,
Conhecido nos confins;
Meu Pilar sente orgulho
De ser Terra de Zé Lins!

***

Eu não vou para Pasárgada,
Pasárgada nem sei se há,
prefiro o chão da saudade
da minha amada Pilar!

***

És a terra que prefiro,
Que Deus me deu como minha;
Como escreveu Casimiro:
“Hei de fazê-la rainha”!

Antonio Costta

— de meu livro "Trovas e Pensamentos"


Informações sobre o livro clique neste link: